Logo após uma breve fala de Bolsonaro, citando uma passagem bíblica, foi a vez de sua esposa, Michelle Bolsonaro, discursar. “A reeleição não é por um projeto de poder, como muitos pensam, não é por status, porque é muito difícil estar desse lado. A reeleição é por um projeto de libertação”, disse.
Com um discurso focado na religião, Michelle falou também sobre a atuação de Bolsonaro em políticas voltadas às mulheres. Segundo pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 6 de julho, a intenção de voto feminino para o presidente é de 27%.
Após cerca de 12 minutos de discurso da atual primeira-dama, Bolsonaro voltou ao microfone. O candidato do PL iniciou sua fala relembrando sua trajetória até o Planalto e citou o ex-ministro da Infraestrutura e pré-candidato bolsonarista ao governo de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, elogiando sua passagem à frente do ministério.
“Hoje vocês sabem também o que é Supremo Tribunal Federal”, disse o atual presidente em dado momento do discurso, interrompendo sua fala enquanto a plateia vaiava e entoava: “Supremo é o povo”.
Bolsonaro, então, voltou a criticar as políticas de “fique em casa”, aplicadas em razão da pandemia de Covid-19. “Todos vocês sofreram com isso”, afirmou.
Além de Freitas, também foram citados o ministro das Comunicações, Fábio Faria, a ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). “Eu sei que a figura mais importante hoje aqui sou eu, mas se não é o Arthur Lira, esse ‘cabra da peste’, de Alagoas, não teríamos chegado a esse ponto. Obrigado Lira, obrigado deputados e senadores.”
Enquanto citava políticas ligadas à gestão da terra no Brasil, Bolsonaro se manteve abraçado a Tereza Cristina, voltando também a falar sobre ações pelas mulheres.
Sobre Lula, seu principal adversário nas eleições deste ano e primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, segundo agregador, Bolsonaro declarou: “esse mesmo cara que defende o roubo de celulares, como um direito do bandido roubar para tomar uma cerveja; esse mesmo cara que fala que a guerra da Ucrânia se resolve tomando cerveja; esse mesmo cara que quer legalizar o aborto no Brasil; esse mesmo cara que quer legalizar as drogas no Brasil”.
“Não teria aqui adjetivos para qualificá-lo nesse momento. Quem sabe no debate, caso ele esteja presente”, complementou.
Em uma fala fazendo referência ao Poder Judiciário, o candidato convocou seus eleitores “para que todo mundo, no 7 de setembro, vá as ruas pela última vez. Vamos às ruas pela última vez. Esses poucos surdos de capa preta tem que entender o que é a voz do povo. Tem que entender que quem faz as leis é o Poder Executivo e o Legislativo. Todos têm que jogar dentro das quatro linha da Constituição”.
As convenções partidárias foram iniciadas na quarta-feira (20), com o encontro que oficializou a candidatura à Presidência do ex-ministro Ciro Gomes. Depois, foi a vez do PT confirmar a candidatura de Lula, na quinta (21), sem a presença do ex-presidente. Já o deputado federal André Janones (Avante) foi oficializado candidato no sábado (23). As convenções partidárias seguem até 5 de agosto.
Leonardo Péricles (UP) deve ser oficializado também neste domingo; Simone Tebet (MDB), no dia 27; Felipe d’Ávila (Novo), Pablo Marçal (Pros) e Sofia Manzano (PCB), no dia 30; Vera Lúcia (PSTU) e José Maria Eymael (DC), no dia 31; e Luciano Bivar (União Brasil), em 5 de agosto. Por: CNN Brasil