O reencontro com os colegas após meses sem aulas presenciais deu lugar a um cenário até então inesperado. A indisciplina, ansiedade e incidentes envolvendo bullying, agressões, raiva e insatisfação entre os alunos.

Educadores e pais constataram um aumento expressivo deste comportamento nas crianças. Acostumados com as aulas em online, alunos estão muito mais indisciplinados e desrespeitosos com os professores e colegas.

A psicopedagoga Carla Pacheco afirma que esse fenômeno de indisciplina, ansiedade e irritabilidade são consequências diretas da pandemia.

“Essas consequências vão demorar um pouco a passar e precisam de um olhar específico para cada uma delas e principalmente para as crianças e os adolescentes que as estão vivenciando.”

Outro sintoma que confirma esta situação é a distração dos estudantes, tonando uma sequela pós pandemia; “Dentre várias sequelas, a distração dos estudantes, a falta de concentração e memória, potencializam as dificuldades de aprendizagem que vimos hoje.”

Setembro Amarelo
Setembro Amarelo®️. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a iniciativa acontece durante todo o ano. Atualmente, o Setembro Amarelo®️ é a maior campanha ante estigma do mundo! Em 2022, o lema é “A vida é a melhor escolha!” e diversas ações já estão sendo desenvolvidas.

O suicídio na juventude intriga médicos, pais e professores também pelo paradoxo que representa: o sofrimento num período da vida associado a descobertas, alegrias e amizades, não a tristezas e morte.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, o problema é normalmente associado a fatores como depressão, abuso de drogas e álcool, além das chamadas questões interpessoais – violência sexual, abusos, violência doméstica e bullying.

Segundo Carla, o bullying no ambiente escolar é um dos principais elementos associados ao suicídio.” O Psicopedagogo é o profissional que consegue perceber nas entrelinhas o sinal de alerta no comportamento dos estudantes para orientar educadores e famílias qual melhor caminho tomar para lidar com as questões do bullying que traz sofrimento real para a vida dos que sofrem com ele, podendo trazer consequências trágicas.”.

Prevenção e Cuidado
Segundo a psicopedagoga Carla Pacheco, ao detectar as mudanças de comportamento, ou seja, os sintomas que poderão levar ao suicídio infantil, o psicopedagogo além de orientar, faz encaminhamentos específicos. “ Dependendo dos problemas emocionais e comportamentais apresentados há a necessidade de outros especialistas para um atendimento em conjunto, “finaliza. Por: BBC Brasil