Por consenso o conselheiro do TCE/MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul), Jerson Domingos, vai ficar na função de presidente interino por mais 180 dias, prazo que deve durar o afastamento dos conselheiros Waldir Neves e Ronaldo Chadid e Iran Coelho das Neves, sendo que este último renunciou à presidência, cujo mandato encerraria nesta semana. 

A informação foi dada pelo conselheiro Flávio Kayatt, os demais membros decidiram que Jerson segue presidindo o tribunal até que terminem as medidas cautelares aos conselheiros alvos da Operação Terceirização de Ouro, da PF (Polícia Federal). 

“Acertamos, num consenso dos quatro conselheiros, que o Jerson ficará pelos próximos 180 dias na presidência do tribunal”, afirmou Kayatt. 

Operação – Em 8 de dezembro, a PF (Polícia Federal) deflagrou a Operação Terceirização de Ouro, um desdobramento da Mineração de Ouro, realizada em junho de 2021. Com apoio da Receita Federal e CGU (Controladoria-Geral da União), foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em Campo Grande e mais quatro cidades brasileiras.  

As investigações apontaram uso de pessoas jurídicas vinculadas à participação no certame para contratação de empresas com licitações fraudulentas. Assim, entre as estratégias utilizadas para vencer as licitações, estava a agilidade na tramitação do procedimento. 

 Além de exigência de qualificação técnica desnecessária ao cumprimento do objeto. Por fim, faziam contratação conjunta de serviços completamente distintos em um mesmo certame e apresentação de atestado de capacidade técnica falsificado. 

Um dos contratos investigados, com a Dataeasy Consultoria e Informática, supera R$ 100 mil. A corte suspendeu os pagamentos à empresa após a operação. Iran, Chadid e Neves estão afastados por 180 dias.