A Embrapa Pantanal elaborou no final do ano passado documento com orientações para produtores que planejem implantar pastagens exóticas no Bioma, apontando os caminhos para que não ocorra desequilíbrio ecológico.
O assunto está no centro do debate porque grandes fazendas estão buscando licenciamento ambiental para retirar pastagens nativas e vegetação e implantar forrageiras que permitam a ampliação da pecuária.
Semana passada foi apresentado em audiência pública Rima (Relatório de Impacto Ambiental) dentro de um pedido de licenciamento para inclusão de 12 mil hectares de pastagens de braquiária. No mês que vem haverá outra audiência, referente a 7,1 mil hectares e outros três estão na fila.
O documento, intitulado “Recomendações técnicas para o planejamento da introdução de forrageiras exóticas de forma sustentável no Pantanal”, parte do ponto de que o Pantanal é uma área de uso restrito, diante da singularidade do bioma e requer o mínimo de intervenção, logo, para qualquer iniciativa os critérios de sustentabilidade precisam ser priorizados.
O texto aponta a tradição de 200 anos na região com gramíneas nativas. Decreto estadual que trata da proteção do Pantanal aponta áreas sensíveis, como veredas, landis e salinas.
“Em algumas regiões do Brasil como o Pantanal, onde a produção de bovinos ocorre em sistemas extensivos com base na biodiversidade, em áreas com restrições ambientais, a intensificação deve levar em consideração a capacidade de suporte do sistema”, consta em trecho do documento da Embrapa.







