As regras para financiamento imobiliário pela CEF (Caixa Econômica Federal) vão mudar daqui a uma semana, em 1º de novembro. Elas vão afetar quem planeja emprestar dinheiro do banco para comprar imóveis de até R$ 1,5 milhão.
A Caixa vai exigir do cliente um valor de entrada maior e vai diminuir o percentual do imóvel que poderá ser pago em prestações.
A entrada pelo SAC (Sistema de Amortização Constante), em que as prestações mensais vão caindo ao longo do tempo, subirá de 20% para 30% do valor do imóvel. Já pelo sistema Price, com parcelas fixas, o valor aumentará de 30% para 50%.
Em consequência, a cota máxima de financiamento cairá de 80% para 70% para amortização pela tabela SAC e de 70% para 50% pelo Price.
Outra mudança é que o crédito só será liberado para quem não tiver outro financiamento habitacional ativo com a Caixa.
A exceção serão imóveis que receberam recursos do próprio banco e são erguidos por construtoras. Segundo a Caixa informou à Agência Brasil, as condições atuais serão mantidas apenas neste caso.
Ainda segundo a Agência Brasil, hoje a CEF concentra 70% do mercado de financiamento imobiliário brasileiro e 48,3% das contratações pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, que financia imóveis com recursos da caderneta de poupança.
Motivos – Em nota, o banco justificou que as mudanças foram autorizadas porque a sua carteira de crédito habitacional deve superar o orçamento aprovado para 2024.
“A Caixa estuda constantemente medidas que visam ampliar o atendimento da demanda excedente de financiamentos habitacionais, inclusive participando de discussões junto ao mercado e ao governo, com o objetivo de buscar novas soluções que permitam expansão do crédito imobiliário no país, não somente pela Caixa, mas também pelos demais agentes do mercado”, explicou a Caixa em nota oficial.
O maior volume de saques na caderneta de poupança e as maiores restrições para as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), aprovadas no início do ano, comprometeram a concessão de crédito habitacional. A Caixa teria de aumentar os juros, caso não limitasse o crédito com as novas regras.
De acordo com o Banco Central, a caderneta de poupança registrou o maior volume de saques líquidos do ano em setembro, com os correntistas retirando R$ 7,1 bilhões a mais do que depositaram. Esse também foi o terceiro mês seguido de retiradas. Outro fator que contribuiu para a limitação do crédito foi o aumento da demanda pelas linhas da Caixa, em meio à elevação das taxas nos bancos privados, apontou ainda a Agência Brasil.







