Campo Grande aparece como a 13ª cidade com a melhor qualidade de vida do Brasil, segundo o IPS (Índice de Progresso Social) de 2025, divulgado nesta quinta-feira (29). A capital é o único município de Mato Grosso do Sul a figurar entre os 20 primeiros colocados do ranking, que avalia as condições sociais e ambientais de todas as 5.570 cidades brasileiras.

O levantamento revelou que Campo Grande está entre as únicas três capitais brasileiras a integrar o grupo das 20 melhores, ao lado de Curitiba (PR) e Brasília (DF). O restante da lista é majoritariamente ocupado por cidades do interior de São Paulo, com 14, no total.

A liderança ficou novamente com o pequeno município de Gavião Peixoto (SP), que alcançou 73,6 pontos em uma escala de 0 a 100. É o segundo ano consecutivo que a cidade encabeça o ranking nacional.

Além de São Paulo e das três capitais, figuram entre os destaques Presidente Lucena (RS), Luzerna (SC) e Nova Lima (MG). A pesquisa aponta uma concentração dos melhores desempenhos nas regiões Sudeste e Sul, com pior performance no Norte do país, especialmente na área da Amazônia Legal.

Confira o ranking das capitais:

  • 1º – Curitiba: 69,89
  • 2º – Campo Grande: 69,63
  • 3º – Brasília: 69,04
  • 4º – São Paulo: 68,88
  • 5º – Belo Horizonte: 68,22
  • 6º – Goiânia: 68,21
  • 7º – Palmas: 68,18
  • 8º – Florianópolis: 67,91
  • 9º – João Pessoa: 67,00
  • 10º – Cuiabá: 66,73
  • 11º – Rio de Janeiro: 66,13
  • 12º – Porto Alegre: 66,10
  • 13º – Teresina: 65,76
  • 14º – Aracaju: 65,73
  • 15º – Natal: 65,63
  • 16º – Vitória: 64,65
  • 17º – Fortaleza: 64,44
  • 18º – São Luís: 64,27
  • 19º – Boa Vista: 63,37
  • 20º – Recife: 63,33
  • 21º – Manaus: 63,19
  • 22º – Belém: 62,33
  • 23º – Rio Branco: 62,29
  • 24º – Salvador: 62,05
  • 25º – Maceió: 61,48
  • 26º – Macapá: 58,72
  • 27º – Porto Velho: 57,25 

    O IPS Brasil é uma parceria entre o Imazon, Fundação Avina, iniciativa Amazônia 2030, Anattá, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative. O índice utiliza 57 indicadores sociais e ambientais para avaliar as cidades, distribuídos em três dimensões principais: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades.

    Diferentemente de índices puramente econômicos como o PIB e o IDH, o IPS busca refletir diretamente os impactos sociais e ambientais na vida cotidiana da população. Entre os dados utilizados estão fontes como DataSUS, CadÚnico, Anatel, MapBiomas e Instituto de Estudos para Políticas de Saúde.

    A edição deste ano, divulgada pelo Estadão, trouxe cinco novos indicadores: consumo de alimentos ultraprocessados, resposta ao benefício previdenciário, resposta a processos familiares, índice de vulnerabilidade das famílias e famílias em situação de rua. Cada dado passa por uma modelagem estatística que inclui normalização, checagem de qualidade e ponderações específicas.

    Segundo os coordenadores da pesquisa, o bom desempenho das cidades do interior paulista se deve à estrutura consolidada de serviços públicos, como saúde e educação, além de uma rede viária eficiente. “São Paulo tem uma rede robusta que permite que a riqueza local se transforme em progresso social, o que nem sempre acontece em outras regiões”, afirmou Beto Veríssimo, um dos responsáveis pelo índice.

    Já Melissa Wilm, também coordenadora do IPS Brasil, destacou a importância do índice como ferramenta para políticas públicas. “O IPS permite visualizar desigualdades que não são explicadas apenas por indicadores econômicos. Com ele, é possível identificar onde as políticas públicas estão funcionando e onde é necessário intervir com mais urgência”.

     

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