A menina de 4 anos, vítima de estupro pelo próprio pai em Campo Grande, apresenta sequelas emocionais profundas após o crime. Desde a agressão, ocorrida na madrugada do dia 11 de setembro, no bairro Rouxinóis, a criança parou de comer, deixou de conversar e se retraiu completamente, segundo relatos da mãe.

“É muito difícil ver minha filha assim, sem conseguir se alimentar e sem falar com ninguém. Cada dia é um desafio para protegê-la e ajudá-la a se recuperar”, desabafa a mulher, que também enfrenta dificuldades financeiras e emocionais para cuidar dos dois filhos.

O caso foi registrado como estupro de vulnerável. Na ocasião, a menina contou para a mãe que havia sido tocada pelo pai em suas partes íntimas. O homem, bêbado e alterado, chegou a ligar para a Polícia Militar dizendo estar sendo acusado injustamente. Ele foi preso em flagrante, passou por audiência de custódia e segue detido preventivamente.

Além do trauma, a família enfrenta dificuldade financeira. O agressor era o provedor da casa e custeava as despesas do lar, incluindo o aluguel de R$ 1 mil. A mãe, que requereu medidas protetivas, agora luta para conseguir mudar com os filhos para perto da família, em busca de segurança.

“Não quero continuar nesta casa quando ele sair da prisão. Preciso garantir que meus filhos vivam sem medo. Qualquer ajuda é bem-vinda”, reforça.

Para auxiliar, a família disponibilizou uma chave Pix no nome de um amigo de confiança, que recebe as doações destinadas a apoiar a mãe e os filhos. Doações podem ser feitas pela chave 418.824.072.53, em nome de Carlos Rodrigues das Neves.