Prefeitura de Campo Grande publicou, nesta quinta-feira (23), o Decreto nº 16.422/2025, que define como será calculado o valor venal dos imóveis e, consequentemente, o IPTU de 2026. O decreto, divulgado no Diogrante, estabelece uma atualização de 5,32% sobre os valores usados neste ano, seguindo a inflação medida pelo IPCA-E entre outubro de 2024 e setembro de 2025.

Segundo a publicação feita pela prefeitura, o reajuste não representa aumento do imposto, mas apenas uma correção inflacionária, autorizada pela legislação e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na prática, isso significa que o valor pago pelos contribuintes será maior apenas para repor a perda do poder de compra do dinheiro, e não por mudança na alíquota do IPTU. Ainda assim, acaba sendo um aumento para os campo-grandenses.

Ainda assim, é importante que os moradores fiquem atentos, já que a atualização do valor venal pode ter impacto no bolso, especialmente para quem possui imóveis de maior valor ou em regiões mais valorizadas da cidade. É o caso de bairros centrais ou áreas em expansão, onde os valores dos terrenos podem chegar a R$ 298 mil, segundo a Planta de Valores Genéricos de 2026.

O decreto detalha que o cálculo do valor venal será feito com base no Manual de Avaliação e Cadastro Técnico, na Tabela de Valores Unitários por Metro Quadrado de Edificação e na Planta de Valores Genéricos (PVG), instrumentos previstos na Lei Municipal nº 5.405/2014. Entre os critérios analisados estão localização, tipo de construção, acabamento, estado de conservação e presença de equipamentos, como elevadores, piscinas ou ar-condicionado. Também são consideradas as diferentes finalidades do imóvel, como residencial, comercial ou industrial.

Os valores de referência por metro quadrado variam bastante. Para residências, vão de R$ 235,11 a R$ 4.159,70/m²; prédios verticais podem chegar a R$ 4.367,68/m²; já galpões e coberturas têm faixas menores. Essa variação mostra que dependendo do imóvel, o reajuste pode ter efeito mais significativo do que a simples inflação.

O IPTU 2026, portanto, terá um reajuste de 5,32%, acompanhando a inflação, mas sem mudança nas alíquotas. O decreto foi assinado pela prefeita Adriane Lopes e substitui o anterior, de 2024, que servia de base para o IPTU deste ano.