O acordo foi feito após reunião hoje entre representantes do Estado, município e Santa Casa com o MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul).
Na última semana, a crise financeira levou enfermeiros e servidores do setor administrativo a deflagrarem greve em protesto contra o atraso do 13º salário. Além dos médicos, outros profissionais de serviços essenciais da unidade reivindicam melhorias nas condições de trabalho.
Os trabalhadores rejeitam a proposta da Santa Casa de parcelar o pagamento em três vezes, entre janeiro e março de 2026. No entanto, na terça-feira (23), os enfermeiros aceitaram a proposta da Santa Casa que encerrou a paralisação. Conforme a proposta do hospital, o pagamento de 50% do décimo terceiro ocorreu em 24 de dezembro, e o restante será efetuado no dia 10 de janeiro de 2026.
O CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) emitiu nota alertando para o risco iminente de desassistência na Santa Casa, diante da falta de insumos, medicamentos e profissionais. O documento foi encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde, à Vigilância Sanitária, ao Ministério Público e ao Jurídico do Estado.
Já o MPT-MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul) defende que a Justiça do Trabalho autorize a penhora de bens e valores da ABCG (Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande) e, de forma subsidiária, do patrimônio dos integrantes da diretoria, para garantir o pagamento do 13º salário dos médicos.
Segundo o MPT-MS, a Santa Casa é reincidente no descumprimento de obrigações trabalhistas e responde a pelo menos seis ações civis públicas relacionadas a salários, férias, 13º e FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). O órgão reforçou que os riscos da atividade econômica devem ser suportados pelo empregador, ou seja, não podem ser transferidos aos trabalhadores.