Uma estudante de Medicina Veterinária, de 21 anos, passou a ser investigada por suspeita de maus-tratos a um gato em Dourados (MS), após a divulgação de um vídeo nas redes sociais. Nas imagens, ela realiza um procedimento de castração utilizando uma faca, sem aparente uso de anestesia e em ambiente considerado inadequado. O caso foi registrado na terça-feira (10).
O boletim de ocorrência foi feito por um médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que recebeu o vídeo e apontou indícios de irregularidade no procedimento, incluindo ausência de medicação e condições incompatíveis com prática legal.
A gravação gerou forte reação de protetores independentes e entidades de defesa animal, que repudiaram a conduta e cobraram apuração rigorosa, destacando que a castração exige preparo técnico, ambiente apropriado e supervisão profissional. Três organizações formalizaram denúncia junto à universidade e às autoridades.
A vereadora Karla Gomes (Podemos) afirmou que as associações se mobilizaram para garantir a responsabilização pelos meios legais, ressaltando que a investigada ainda não é médica veterinária formada, o que pode caracterizar exercício ilegal da profissão.
A universidade informou que o fato ocorreu fora de suas dependências e sem vínculo com atividades acadêmicas, mas declarou que instaurará apuração interna. Já o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MS) afirmou que acompanha o caso e destacou que a realização de ato privativo de médico veterinário por pessoa não habilitada pode configurar infração legal.
O caso foi encaminhado às autoridades competentes, incluindo o Ministério Público e a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais (Decat), que devem conduzir a investigação.







