Começou a circular no início desta semana o ônibus rosa, um transporte coletivo exclusivo para mulheres. O programa entrou em vigor em Maceió (AL) e é considerado o primeiro do país com o objetivo de garantir maior segurança às mulheres no ônibus.
Para a auxiliar de produção Janete Pereira, a ideia do programa é bem convincente. “Muito interessante! Até porque evita muitos tipos de transtornos que nós, como mulheres, passamos dentro dos ônibus. Nem todo mundo tem uma concepção de respeito, então seria muito importante”, explica.
Já para a costureira Joana Maria de Jesus Guimarães, a implementação de um coletivo exclusivo garante maior conforto às mulheres. “Seria uma ideia maravilhosa. Não vai ter aquelas mãozinhas bobas, escorregões, principalmente aquelas mocinhas que estudam, que vão e vêm e precisam usar”, conta.
Casos de assédio e violência à mulher têm aumentado no decorrer dos meses. É o que conta Daniela Camargo, gerente comercial, que trabalha em uma loja com mais 8 mulheres e consegue entender a realidade de quem precisa utilizar o transporte coletivo. “Hoje, a violência contra a mulher está cada dia pior. Eu trabalho aqui numa loja e algumas precisam pegar ônibus, e todo dia é uma coisa, cada dia está pior… Esfregação, pedindo número de telefone disfarçadamente, então seria maravilhoso se a gente pudesse ter esse ônibus”, conta.
Além disso, há as mulheres que precisam usar o transporte coletivo em períodos com pouco movimento, como à noite e de madrugada. De acordo com Rafael Henrique, instrutor de informática, a ideia é essencial para Campo Grande. “Com toda certeza, as mulheres precisam de segurança. Ainda mais as que ficam até tarde da noite, que trabalham em hospitais ou qualquer trabalho que exija plantão tarde da noite, às vezes de madrugada”, explica.
Ônibus rosa
Os ônibus são da cor rosa e têm ar-condicionado, além de USB para carregamento de celulares. Somado a isso, há vagas para mulheres que usam cadeira de rodas e tenham mobilidade reduzida.
Homens podem entrar no coletivo?
Para usar o ônibus rosa, foram estabelecidos algumas regras. São elas:
- Homens acompanhando mulheres com deficiência;
- Crianças de até 12 anos acompanhadas por uma mulher;
- Pessoas que se identificam com gênero feminino.
O valor da tarifa não muda em relação ao coletivo convencional.







