O governador Eduardo Riedel (PP) afirmou que o empréstimo de R$ 1,1 bilhão junto ao Banco Mundial deve proporcionar investimentos em mais de 20 municípios de Mato Grosso do Sul. O empréstimo foi assinado pelo chefe do Executivo estadual e pelo presidente da República, Lula (PT), na tarde desta terça-feira (14).

A previsão é levar obras em até 800 quilômetros de rodovias do Estado, relacionadas à recuperação das vias e de resiliência climática.

“Tivemos uma tarde muito proveitosa em Brasília, com aprovação do nosso projeto, do Banco Mundial, junto com Governo do Estado. R$ 1,1 bilhão a serem aplicados em mais de 20 municípios, da região do Vale do Ivinhema. O projeto prevê uma reestruturação completa da malha viária, no modelo de PPP [Parceria Público Privada], com a empresa vencedora sendo responsável por 10 anos pela manutenção preventiva e contínua dessa malha”, explicou o governador após a assinatura.

Em 10 de abril, houve a contratação dos recursos com o Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento). Então, para o Rodar MS são US$ 200 milhões do contrato com o Banco Internacional e outros US$ 50 milhões de contrapartida do Governo Federal.

Após a assinatura, o empréstimo deverá passar pelo Senado, no Congresso Nacional. Os senadores deverão aprovar em plenário os valores e condições acordadas entre a União e o Governo de MS.

Os recursos contratados com o Bird serão investidos em obras em trechos rodoviários em diversos municípios. Então, recebem as obras: Jateí, Naviraí, Iguatemi, Eldorado, Novo Horizonte do Sul, Itaquiraí, Nova Andradina, Angélica, Anaurilândia, Bataguassu, Taquarussu, Água Clara, Três Lagoas, Inocência e Paranaíba, totalizando 800 quilômetros.

As rodovias contempladas pelos investimentos são: MS-141, MS-145, MS-290, MS-475, MS-488, MS-134, MS-274, MS-276, MS-395, MS-473 e MS-480. Assim, serão 590 km em obras e manutenção das rodovias nas regionais de Naviraí e Nova Andradina. Já a modalidade de PPP (parceria público-privada) prevê investimentos em 210 km nas rodovias MS-377 e MS-240, por 30 anos.

Além disso, a proposta do programa é a mudança de paradigma do modelo tradicional de contratos pontuais e fragmentados da administração pública para uma nova metodologia preventiva em gestão dos ativos rodoviários, que inclui modelo de contratos baseados em produção e desempenho.