Diante de uma situação de ameaça, nós não ponderamos nossas atitudes, ou seja, se me deparo com um leão não vou parar e pensar se ele está alimentado ou não, minha única reação será fugir. Isso acontece porque nosso lado racional do cérebro diminui e da espaço para o lado emocional que assume a situação e nos leva a uma tomada rápida de decisão.

Embora a maioria das situações da nossa vida sejam controláveis, muitas pessoas vivem como se estivessem o tempo todo em uma savana africana e escolhem reagir ao invés de agir, ou seja, não avaliam o problema para encontrar a melhor forma de resolvê-lo. Elas simplesmente aplicam, de modo automático, uma decisão, como se a resposta àquele tipo de situação ja tivesse uma fórmula padrão.

Esse modo de ação é muito comum nas pessoas emotivas, que possuem um lado sensível mais dominante. E não é ruim termos a sensibilidade desenvolvida, mas quem vive com o córtex emocional na dianteira das decisões tende a fazer más escolhas e age sempre com um sentido de urgência que não lhe permite enxergar as oportunidades que cada desafio propõe para a vida.

Vale a pena refletir sobre a maneira como temos enfrentado nossos problemas e com que bases motivacionais temos tomados nossas decisões, se emocionais ou racionais.

Uma atitude prática que ajuda a desenvolver um esquema de tomada de decisão é: não fazer nada antes de 2 horas. Muitas vezes, só esse tempo, será suficiente para solucionar mais de 50% do problema.