Nesta segunda-feira (15), o Programa Tribuna Livre, realizou o debate com sete candidatos ao governo do estado de Mato Grosso do Sul, na Rádio Capital 95fm, a transmissão correu via Facebook e Youtube. 

No debate os candidatos ao governo do estado debateram dez temas escolhidos pela emissora e falaram de seus planos para os três setores, as considerações referentes a cada tema foi realizado através de sorteio. 

Os temas abordados durante o debate foram saúde, meio ambiente e turismo, habitação, educação, saneamento básico, segurança pública, economia, cidadania e trabalho, assistência social e direitos humanos. O candidato do PCO, Magno Souza, não estava presente.

Foto; CapitalFM

Foto: CapitalFM

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Rose Modesto 

Meio ambiente – a candidata Rose Modesto (União) afirma que investirá em infraestrutura para incentivar o turismo e cuidar melhor do meio ambiente. 

Saúde- Rose diz que a prioridade da população continua sendo a saúde. “Vamos resolver as filas com mutirões. A Caravana da Saúde tem de ser constante até a gente zerar.” 

Habitação – “Vamos investir para diminuir esse déficit de casas em MS. Vamos fazer com recursos próprios, e atraindo investimentos em Brasília.” 

Giselle Marques 

Meio Ambiente – Giselle Maques (PT) afirma que o governo federal desestruturou políticas de proteção ambiental. Ela é ativista da causa ambiental, e citou diversas situações do Estado. “Não podemos assistir o Pantanal queimando, e não podemos deixar a soja chegar a esses biomas. Quero fazer o turismo sustentável um eixo de desenvolvimento.” 

Ela quer recuperar a malha ferroviária e implantar zoneamento econômico e ecológico.  

Saúde – Giselle diz que vai combater a corrupção no setor. Deu exemplos de má gestão do governo federal na pandemia. “Vamos fortalecer o Samu.” 

Habitação – Giselle afirma que são 88 mil inscrições de casas na Agência de Habitação, e muitas pessoas nas ruas. Ela contou sua história e como os outros disse que a habitação é questão de dignidade. 

“Quero que cada família possa ter o seu teto. E nós do PT já provamos que podemos fazer isso. Ao nível nacional, através do Lula e da Dilma provamos que podemos fazer isso, com programas como o Minha Casa e Minha Vida. O MS é um Estado rico, mas as pessoas não estão conseguindo comer, quem dirá construir as suas casas.” 

Marquinhos Trad  

Meio Ambiente – o candidato Marquinhos Trad (PSD) afirma que os governantes nunca tiveram política de preservação de meio ambiente, e citou os dez meses de incêndios na Serra do Amolar, que virou notícia nacional. Trad diz que não haviam medidas preventivas. “Vamos planejar política de meio ambiente, de prevenção e cautela para que o nosso Estado continue recebendo turista do mundo todo.” 

Saúde – Marquinhos diz que vai tirar do papel o plano de regionalização. 

Habitação – Marquinhos falou sobre Campo Grande, que teve entrega de casas após parcerias com a Caixa Econômica Federal, e o BID (Banco Internacional do Desenvolvimento) 

Ele diz que as favelas foram erguidas na gestão de Alcides Bernal e Gilmar Olarte. “Investimos mais de R$ 500 milhões na habitação de Campo Grande. Tudo isso, fazendo sorteio em Praça Pública, bem diferente do que era antigamente.” 

Eduardo Riedel 

Meio Ambiente – Eduardo Riedel (PSDB) afirma que o Estado e a agricultura são sinérgicos, e que o desenvolvimento em MS se faz com respeito aos biomas do Pantanal, Mata Atlântica e Cerrado. Promete dar conectividade e infraestrutura para incentivo ao turismo. 

Saúde – Riedel afirma que a saúde é responsabilidade tripartite (União, Estado e Município) e pontuou feitos da gestão como vacinação contra a covid-19 e enfrentamento à pandemia. “A solução tem de ser criada de maneira única. A regionalização é fundamental para desafogar a Capital”. 

Habitação – “Temos um déficit de 80 mil unidades habitacionais. E temos de ser honestos, temos de ter investimentos do governo federal, estadual e municipal. É um esforço dessas três esferas para conseguirmos avançar”. 

Capitão Contar 

Meio Ambiente – Capitão Contar (PRTB) disse que o potencial ativo deve ser mantido, assim como preservar a fauna e flora. Diz que as estradas devem ser melhores, e que são necessários investimentos na infraestrutura.  

Saúde – Contar pontuou sobre transparência na gestão, e escolha de equipe técnica para compor a pasta. 

Habitação – Ele afirmou que, com a reeleição do presidente Jair Bolsonaro, as construções de casas serão foco da gestão. 

“Falar de moradia é falar de dignidade. Não basta apenas construir e sortear essas casas aleatoriamente. Temos de usar o critério da prioridade.” 

André Puccinelli 

Meio Ambiente – André Puccinelli (MDB) disse que MS tem grande potencial turístico. E que pretende cuidar do Pantanal. 

Saúde – “Não se pode admitir filas que demoram anos para fazer exames e consultas. As filas serão distintas e teremos mamografias em todos os municípios.” 

Habitação – André afirmou que, para garantir o futuro de MS, quer construir 90 mil casas. Ele também relembrou que Campo Grande foi considerada a primeira Capital sem favelas em seu governo. 

“Casas para o futuro com energia solar para diminuir a conta de luz, com água tratada e saneamento. Vamos cuidar da classe menos favorecida. O pessoal que ganha menos de três salários mínimos terão prioridade no nosso governo. Vamos abrigar nas casas as famílias maiores. Esse é um critério justo.” 

Adonis Marcos 

Meio Ambiente – Adonis Marcos (Psol) pontuou que o MS deve cuidar mais do tema e investir em turismo. 

Saúde – “O mais agravante é a falta de medicamentos. A regionalização da saúde é muito falada, mas eu não vejo isso acontecendo. Nós vamos dialogar com as categorias e investir muito, telemedicina e, porque não falar em multiverso, que vai ser o cenário no futuro.” 

Habitação – Adonis Marcos afirma que o governo atual não investiu habitação, e que há muitas pessoas nas ruas da cidade, e do Estado. 

“Queremos construir uma meta e não é uma responsabilidade apenas do Estado. É do Estado, Município e Governo Federal. Queremos construir 10 mil casas por ano e temos demanda no interior, com os ribeirinhos, áreas de quilombos e indígenas. Precisamos regularizar as pessoas que já foram contempladas e estão inadimplentes.”