A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestro), desmontou o golpe que desviou quase R$ 1 milhão de jogadores da Série A do futebol brasileiro, e fez vítimas de renome como Gabigol e Kannemann, por meio da Operação Euterpe.
Durante coletiva na manhã desta segunda-feira (29), os golpes foram realizados por grupo denominado ‘Tropa Cuiabá’, ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital), que também utilizava de músicos de funk para ostentar crimes e recrutar novos membros.
Na coletiva, os delegados Reginaldo Salomão, Pedro Pillar Cunha e Roberto Guimarães esclareceram que o Garras tomou conhecimento da prática quando uma instituição financeira de Campo Grande foi vítima de golpe da quadrilha, com um prejuízo de quase R$ 250 mil. Com essas informações, as equipes chegaram a Tropa Cuiabá, que possui várias modalidades de crime: fraudes eletrônicas, golpes virtuais e até falsos sequestros.
Os criminosos também se passavam por falsos agentes bancários, gerentes e até diretores de banco, com os dados de todas as vítimas. Foi assim que a quadrilha conseguiu realizar a portabilidade salarial dos jogadores. A polícia não descarta a participação de ex-funcionários de instituições bancárias nos golpes
Os integrantes atuavam a partir de Mato Grosso, mas cometiam crimes em diversos estados, demonstrando caráter interestadual. Além das fraudes eletrônicas, a organização também praticava estelionato e lavagem de capitais.
Música como vitrine do crime
Durante a apuração, a Polícia Civil identificou que os criminosos patrocinavam músicas de funk para ostentar os lucros ilícitos, narrar detalhes dos crimes e atrair novos integrantes. O nome da operação faz referência a esse contexto: “Euterpe” é a deusa da música na mitologia grega.







