O namorado, de 50 anos, da subtenente da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi preso por feminicídio após apresentar versões diferentes sobre a morte da militar no final da manhã desta segunda-feira (6). Fardada, ela foi encontrada sem vida em sua própria casa, no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande.
Segundo as informações, a subtenente estava há 37 anos na Polícia Militar e atuava na Ajudância Geral. O crime ocorreu no horário do almoço e, após dar versões contraditórias dos fatos, o namorado foi preso em flagrante pelo feminicídio.
No local, um vizinho de Marlene, que também é policial, teria pulado o muro da casa e encontrado o namorado com o revólver na mão. Contudo, para a polícia, o parceiro da vítima apresentou versões diferentes do ocorrido.
O namorado reforçou para a polícia que ela mesma teria tirado a própria vida. “Ela foi ao canto da sala e cometeu suicídio, ele [namorado] avançou e segurou na mão dela e ela apertou o gatilho”, disse um militar que atendeu a ocorrência.
Tempos depois, o namorado apresentou versões contraditórias. “Ele entrou em várias contradições quando foi encontrado com a arma na mão. Em uma das primeiras versões, ele alega que a arma estava caída. Então, já entrou na quarta versão dos fatos, não podemos acusar nem inocentar”, frisou.
Marlene e o namorado estavam juntos há cerca de um ano e seis meses; entretanto, testemunhas relataram que eles passaram a conviver na mesma casa há pouco tempo. “Ele já tem passagens por roubo, homicídio e violência doméstica [mas não com a atual convivente]”, esclareceu.
O caso está sendo tratado como feminicídio — o primeiro registro desse tipo em Campo Grande neste ano. A ocorrência foi registrada na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).
No momento em que o homem era preso, ele teria demonstrado nervosismo e acabou confessando o crime diante dos policiais. A motivação ainda será apurada pelas autoridades, que seguem com as investigações.







