Mato Grosso do Sul encerrou 2023 com 694 mortes causadas por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), sendo dez somente na última semana de dezembro. Foram 76 novas internações no mesmo período, elevando o total para 7.572 hospitalizações no ano. Os idosos foram as maiores vítimas nos doze meses.

Os dados constam no boletim sobre a 52ª semana epidemiológica, elaborado pela SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul). Campo Grande registrou 295 mortes ligadas à SRAG e concentrou 41,4% das internações em 2023, com 3.144 casos.

umbá, a 425 km da Capital, ficou em segundo lugar no ranking estadual com 614 hospitalizações e 14 óbitos em 2023. Em seguida ficou Ponta Porã, a 312 km de Campo Grande, com 526 pessoas hospitalizadas e 65 vítimas.

O agente etiológico mais detectado no Estado foi o vírus sincicial respiratório, um dos responsáveis pelo caos na saúde de Campo Grande entre março e abril de 2023, com aumento de internações de crianças. O sincicial respiratório representa 16% dos casos em 2023, seguido pelo Rinovírus com 11,2% e SARS-CoV-2 (responsável pela Covid-19), com 10,1% dos casos.

Internações de crianças e óbitos de idosos

O boletim da SES-MS aponta que 56,1% das internações causadas por algum vírus da SRAG foram de crianças menores de nove anos. Pessoas com 20 a 29 anos foram as que menos precisam de hospitalização, representando 2,6% dos casos.

Já entre os óbitos, os idosos foram as maiores vítimas em Mato Grosso do Sul. A faixa etária acima de 60 anos representou 62,9% das mortes em 2023.