Você sabe qual unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) procurar quando precisa de atendimento médico? Entender como o sistema funciona ajuda a receber o cuidado adequado com mais agilidade e evita deslocamentos desnecessários.

O SUS é organizado em Redes de Atenção à Saúde (RAS), que integram Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), hospitais, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e outros pontos de cuidado. Cada serviço tem uma função específica, mas todos atuam de forma articulada. No centro dessa estrutura está a Atenção Primária à Saúde, responsável por coordenar o cuidado e orientar o acesso aos demais níveis do sistema.

UBS: a porta de entrada do SUS

As Unidades Básicas de Saúde são a principal porta de entrada do SUS. Localizadas próximas às residências, devem ser o primeiro local procurado para o cuidado contínuo da saúde.

Nas UBSs são realizados atendimentos de rotina, acompanhamento de crianças, gestantes e idosos, controle de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, além de consultas médicas, de enfermagem e multiprofissionais. As unidades também atendem urgências de menor gravidade e oferecem serviços como vacinação, pré-natal, atendimento odontológico, distribuição de medicamentos e ações de vigilância em saúde.

Outro papel importante das UBSs é a realização de testes rápidos para HIV, sífilis, hepatites virais e gravidez, exames de rastreamento de câncer e ações de planejamento reprodutivo, como a distribuição de preservativos e a inserção de DIU. Quando há necessidade de consultas especializadas, exames ou internação, é a equipe da UBS que faz o encaminhamento adequado, garantindo a continuidade do cuidado na rede.

Quando procurar uma UPA

As UPAs são indicadas para situações de urgência que exigem avaliação imediata, mas que nem sempre necessitam de internação hospitalar. Funcionam 24 horas por dia, todos os dias da semana, e integram a Rede de Atenção às Urgências e Emergências.

Devem ser procuradas em casos como febre alta (acima de 39 °C), dor intensa, falta de ar, crises convulsivas, fraturas leves, ferimentos com sangramento sem controle e urgências clínicas, traumáticas ou psiquiátricas. O atendimento segue o protocolo de classificação de risco, que prioriza os casos mais graves, independentemente da ordem de chegada.

Com complexidade intermediária, as UPAs resolvem grande parte das urgências. Quando o quadro exige atendimento especializado ou internação, o paciente é encaminhado para outro ponto da rede. Já nos casos menos graves, após o atendimento inicial, o usuário é orientado a seguir o acompanhamento na UBS de referência.

Hospitais

Os hospitais atendem situações que demandam internação, cirurgias, exames especializados ou cuidados intensivos, concentrando os serviços de média e alta complexidade do SUS. O acesso ocorre de forma regulada: quando há indicação clínica, a equipe da UPA ou de outro serviço avalia o caso e encaminha o paciente ao hospital mais adequado.

Esse fluxo segue o princípio da hierarquização do SUS, no qual cada serviço é acionado conforme a complexidade da necessidade apresentada pelo paciente.

SAMU

O SAMU deve ser acionado apenas em situações graves e emergenciais, com risco imediato à vida, quando é necessário atendimento rápido no local ou durante o transporte até uma unidade de saúde. O serviço presta os primeiros socorros e encaminha o paciente à UPA ou ao hospital, conforme a gravidade do caso, sempre de forma integrada à rede de urgência.

Rede SUS

Ao procurar o serviço correto para cada situação, o cidadão contribui para um atendimento mais ágil, eficiente e resolutivo. Conhecer o funcionamento do SUS é também uma forma de fortalecer esse sistema que cuida diariamente da saúde de milhões de brasileiros.

Cartilha de onde buscar atendimento no SUS. (Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)