A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Campo Grande elaborou levantamento de intenção de consumo, em parceria com o SPC Brasil, para saber quanto a Páscoa deve movimentar na cidade. Conforme a pesquisa, a data pode gerar R$ 103,7 milhões à economia da Capital, o que representa um crescimento real de 4,5%.

Em 2025, a data registrou movimentação de R$ 99 milhões. Ainda conforme o levantamento, o otimismo pode ser mensurado também entre os consumidores, já que 85,7% afirmam que pretendem gastar mais em 2026 do que em 2025.

A perspectiva reflete diretamente no ticket médio, que subiu para a faixa de R$ 165,00 a R$ 170,00 por pessoa, valor médio que deve ser investido pelo consumidor em presentes. A pesquisa ouviu 210 pessoas em todas as sete regiões da cidade.

Para o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo, a agilidade no atendimento digital e o uso de catálogos virtuais tornaram-se diferenciais obrigatórios para o lojista que deseja captar esse cliente conectado.

“O WhatsApp virou o balcão da vez. Hoje, 37% das vendas já nascem ou morrem no digital, pela praticidade da encomenda direta”, afirmou.

Para avaliar possíveis mudanças no comportamento dos consumidores diante da popularização do uso de medicamentos emagrecedores, um dado inédito foi apurado na pesquisa.

Conforme a CDL, cerca de 7,5% dos entrevistados admitiram o uso de medicações emagrecedoras, como o Ozempic e similares. Essa realidade molda uma migração da quantidade para a qualidade, em que o consumidor opta por porções menores, mas de maior sofisticação e valor agregado.

Essa escolha pode explicar o “empate técnico” entre a indústria tradicional e a produção artesanal, já que 42,8% da preferência agora se concentra em ovos caseiros e confeitarias locais.

Sobre o significado da data, a maior parte das pessoas ouvidas afirma que a Páscoa tem a ver com religião e união familiar, com 56,2% motivados pela celebração religiosa, 40,5% pelo momento de reunião da família e outros 3,3% por motivos diversos.

Dois terços das famílias planejam realizar o tradicional almoço de domingo em suas próprias residências, o que se traduz em um investimento que varia entre R$ 250,00 e R$ 500,00 com a ceia.

Diante disso, a recomendação da CDL é de que o varejo aposte na conveniência e na facilitação do crédito, oferecendo parcelamentos ou descontos para pagamentos via Pix, para garantir que o consumidor consiga manter a tradição da confraternização familiar. “Quem oferecer o melhor serviço e a melhor conveniência vai morder a maior fatia desse mercado”, finaliza Adelaido.

Já no levantamento feito pelo IPF-MS (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS), a expectativa de gastos para a Páscoa é de R$ 362,57 por consumidor. A pesquisa leva em conta o consumo total do Estado, e não apenas de Campo Grande.

Conforme a entidade, a movimentação econômica será de cerca de R$ 335,68 milhões no Estado, entre gastos com presentes e comemorações.

Assim, R$ 170,09 milhões devem ser destinados à compra de presentes, principalmente chocolates e ovos de Páscoa, enquanto R$ 165,59 milhões devem ser gastos com as comemorações da data.