Uma verdadeira “fortaleza do crime” montada na faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul foi o principal alvo das buscas da Operação Ifrit, deflagrada nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal e Receita Federal.
Segundo divulgado pelas investigações, o grupo não se limitava ao transporte de cargas, mas exercia domínio territorial e tático em pontos estratégicos da fronteira com o Paraguai e a Bolívia.
Para blindar os líderes e garantir a segurança das rotas e dos depósitos, a organização contava com uma estrutura logística avançada. Dessa forma, a PF mapeou e identificou o uso de aparato altamente tecnológico.
Assim, as investigações apontaram que o grupo utilizava veículos blindados para o deslocamento de lideranças e a escolta de cargas de alto valor.
Para garantir o monitoramento constante de movimentações policiais ou grupos rivais, os investigados também tinham à disposição drones e equipamentos de comunicação de última geração.
O armamento também era de alto poder ofensivo, como fuzis e farta munição.
Para acomodar tudo isso, o esquema montou estruturas como se fossem “fortalezas”, com abrigos para homens fortemente armados que faziam a segurança dos depósitos de armas e drogas.
A estrutura contava ainda com ações sistemáticas de contrainteligência para rastrear e antecipar eventuais investidas das forças de segurança estaduais e federais.
Infiltração e apoio de policiais
Para garantir a continuidade do crime, o grupo cooptou policiais, entre policiais civis, militares e um policial rodoviário federal.
Eles atuavam como facilitadores do esquema, repassando informações privilegiadas sobre operações iminentes, rotas de fiscalização e investigações em andamento, além de prestarem apoio logístico direto para assegurar o livre trânsito dos comboios criminosos na região.







