O plano de trabalho para acompanhamento do acordo Mercosul-UE avança no Senado, que tem a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como relatora.

Na quarta-feira (25), a CRE (Comissão de Relações Exteriores) aprovou o plano de trabalho do grupo criado para acompanhar os desdobramentos do Acordo Mercosul-União Europeia.

A parlamentar de Mato Grosso do Sul é vice-presidente da CRE (Comissão de Relações Exteriores) no Senado. Assim, defende que o acordo terá desafios e que estes precisam de monitoramento.

Com votos contrários da federação Psol-Rede, o acordo foi aprovado. O deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) relatou a matéria na Câmara. “Que a gente possa gerar emprego e renda, porque é o setor produtivo que gera emprego e renda”, citou o relator após aprovação.

“Finalmente estamos materializando o acordo entre o Mercosul e a União Europeia”, disse o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Ele lembrou que a Argentina e o Uruguai já deram os passos necessários. Agora, o Brasil deve oficializar as tratativas com votação no Senado.

Relatora no Senado aponta desafios

A senadora Tereza Cristina (PP) destacou que os desafios do acordo Mercosul-UE devem ser monitorados. Isso porque o tratado avançou na tramitação no Brasil e deve chegar ao Congresso Nacional após aprovação no Parlasul.

“O Acordo vai ser aprovado, trará avanços, mas também desafios para o nosso agro e a nossa indústria. Desafios esses que precisam ser monitorados”, disse a senadora por Mato Grosso do Sul.

Apesar disso, a parlamentar destacou que a aprovação deve ser comemorada. “Mas não tenho dúvidas de que é muito importante celebrar finalmente este tratado num momento em que impera no mundo o protecionismo”, completou.

Vale lembrar que Tereza Cristina participou do fechamento do acordo comercial em Bruxelas, em 2019. Na época, Tereza atuava como ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro (PL).